
Ânsias de movimentos. Máquina hábil de transformação. Minhas necessidades se deparam diante da busca perfeita nessa imperfeição mutável do tempo. A cada contraste nas semelhanças, um desejo intenso se desdobra em mim. Vejo nessa igualdade o exalar constante de querer. Querer tê-lo, possuí-lo, desposá-lo, deixá-lo trêmulo e suscetível. Desprevenido, desprotegido de quaisquer reações que não as minhas. Pinturas barrocas que bailam da melodia ardente dessa procura e consciência daquilo que lhe é semelhante. Conhecimento de uma parte que lhe parece familiar... Descobrir nisso, suas particularidades mais tendenciosas. Volúpia! Prazer! Gozo conseguido pelo simples caminhar da permissão. As águas salgadas que saem dos poros, misturas às outras águas igualmente salgadas, de distinto poro, de gênero não tão distinto assim. Escorrega nesse corpo-colchão, chão duro em formato propício aos delírios. Lírios de constatação. Músculos, formas, temperaturas. Cabelos molhados em suas bagunças orgiásticas. Cheiro único e inconfundível daqueles que se reconhecem. Cio presente em momentos naturalmente não definidos. Inarráveis sensações. Quereres insaciáveis. Transmutação.
Jandi Barreto.
fluindo sob a pele do tempo, no sabor salgado do suor
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