
Pulso inconstante das minhas veias. Resquícios de vontades de vida. Palpitam em minhas carnes, ágeis momentos de angústias e tomam o meu corpo, a minha alma, o meu prazer em ser o não-mórbido.
Conduz no ópio dos meus vícios, aquelas gotas de água pura, que inundam e onde me afogo sem buscar sequer, raros instantes de fôlego.
Tudo o que não me pertence. Espasmos das minhas vertigens, eu, deixando esvair, como uma intensa ventania que leva consigo o que lhe aparece como obstáculo, esta que é a minha essência. Não, não posso!
Houve um tempo onde tudo precisava fazer sentido. Sentimento inquieto e repleto de racionalidade. Covardia, medo, receio da vida.
No gosto amargo dessas coisas que se desfazem à minha frente, encontro a cruel certeza daquilo que posso e daquilo que devo. Levo adiante planos inconseqüentes, mas que me mantém viva, até quando, eu não sei, mas todo ser humano precisa se sentir vivo!
Na permissão de me sentir amada, tendo a chance, mais uma vez, entrego minha alma e todos os meus desejos mais secretos são acalmados e aguçados pela certeza do amor verdadeiro. Meu acalanto.
Horas que passam quando menos se quer, saudades ocultas que insistem em sair, vestígios de erros que não quero punir. Grito retido na palma das mãos. Estouro.
Tremo em lembrar-me das sensações que me deixa quando toca meu corpo, suga meus lábios, arrepia-me as costas. Saborosas e imutáveis manhãs. Rápidos momentos de eternidades. Saudades de uma vida.
Jandi Barreto
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