quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sinceridade


Insônia dos dias constantes que me preenchem há algum tempo. Não sei ao certo o que isso quer dizer, mas penso que, na tentativa desses momentos de solidão, uma certa aspereza e clareza me circundam na expectativa de florir um pensamento, uma realidade, uma imaginação ou simplesmente tudo isso se perder nessas insanidades naturais que apenas a nossa total neutralidade é capaz de alcançar. Não quero me tornar uma alucinação. Há quem pense que isso realmente possa ser bom, mas quero a lucidez apreendida nesses momentos alucinógenos sem o uso de qualquer substância que possa me levar a ela. Apenas a vontade de... E é nisso que me apego. Essa vontade de... sempre constante, sempre pulsante, sempre recorrente que me impulsiona a... Quero deitar quando a hora se avança demasiadamente e, mesmo sem sono observar esse ritual que é entregue à inconsciência que só o sono proporciona, e me derreto nesses sonhos pouco lembrados, mas que sei que existiram e que eu estava numa deliciosa companhia, entre esses mundos material e imaterial. Fazer o que simplesmente segue. Sem racionalizar, sem idealizar, mas observar o curso da vida. Uma verdade sincera mesmo que dorida. Mas uma verdade sincera. Sempre. Jandi Barreto

3 comentários:

  1. Sempre, sempre...
    Verdade sincera sempre!!!
    Adoro seus textos!!!
    Beijos
    :o)

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  2. Sou uma amante da arte em todas as suas formas e manifestações...Gosto de literatura e sempre busco ler o novo. Adorei os seus textos, você está de parabéns!
    Consegue envolver o leitor na trama de tuas palavras...Magnífico!
    Bjs! E sucesso...

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  3. Ilma,

    Caso você olhe novamente esse texto, estou tentando acessar seu blog, mas não consigo. De qualquer forma, agradeço ao comentário e fique à vontade...

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